CONSÓRCIO ENTRE ATLAS E JAVA

 

CONSÓRCIO ENTRE ATLAS E JAVA:

O consórcio entre gramíneas e leguminosas tem se tornado uma boa opção aos produtores, levando em consideração o alto preço da adubação nitrogenada, pois as leguminosas tem a característica de fixar o nitrogênio no solo, porém, muitas plantas leguminosas acabam sendo “abafadas” com o crescimento das gramíneas.

Neste sentido, a Matsuda lançou há algum tempo no mercado a Java, uma leguminosa com hábito “trepador”, onde ela acompanha o crescimento subindo na própria gramínea, dando assim, mais durabilidade ao consórcio e seus benefícios.

Contudo, é importante ressaltar que o consórcio não eliminará a necessidade da adubação nitrogenada, mas pode sim, diminuir os custos desta consideravelmente, principalmente se falando em adubação de cobertura.

Segue um vídeo do experimento que foi base em uma tese de mestrado, com piquetes de Mombaça (mesma espécie do Atlas) sem adubação nitrogenada e sem consórcio com leguminosas, consorciado com Java, e consorciado feijão guandu, na fazenda experimental da Unoeste em Mirante do Paranapanema-SP.



ATLAS:

Híbrido resultante do cruzamento da fêmea sexual do Tobiatã K-68, originário da Costa do Marfim, com o híbrido F1 gene apomítico F1 LTS.

 Nome comum: Atlas

Nome científico: Panicum maximum 

sinonímia: Megathyrsus maximus

Cultivar: Atlas

Registro no SNPC/MAPA nº: 16057

Cultivar Protegido sob o no : 21806.000673/2003-15 em 26/05/2003

Certificado de Proteção nº: 00499

Fertilidade do solo: Alta

Forma de crescimento: Cespitoso e semi-prostrado

Altura: De 1,5m a 2,0m

Utilização: Para pastejo direto, silagem e feno

Digestibilidade: Alta (65 a70% "in virtro")

Palatabilidade: Muito boa

Precipitação pluviométrica: Acima de 800 mm anuais

Tolerância à seca: Muito boa

Tolerância ao frio: Boa

Teor de proteína na M.S.: 10 a 12%

Profundidade de plantio: 1 a 2 cm

Ciclo vegetativo: Perene

Produção de forragem: 20 a 22 t/ha/ano de matéria seca (M.S.)

Solos úmidos: Baixa tolerância

Consorciação: Todas as leguminosas

 

Recomenda-se para bovinos em fase de cria e engorda, também para equinos, caprinos e ovinos. Devido à tolerância ao alumínio do solo, desenvolve bem o seu sistema radicular, conferindo a cultivar uma ótima rebrota e boa adaptação na seca. Em sistema rotacionado de pastejo é recomendado de 1 a 5 dias de pastejo e intervalo de descanso de 28 a 35 dias e no período seco este período de descanso pode se estender para 45 a 50 dias. Pasto vedado por muito tempo, principalmente no período chuvoso, a forragem se torna madura, lignificada, perdendo a qualidade nutricional e a aceitação pelos animais. A touceira do Atlas aumenta de diâmetro após os cortes ou pastejo, pois aumenta o número de perfilhos e isso é mais facilmente observado nesta cultivar.

JAVA

Planta adaptada às regiões com mais de 900 mm de chuvas anuais, sensível à geada, apresenta baixa palatabilidade, fator que auxilia na persistência. Planta bastante vigorosa, tolera bem a seca e possui vagens deiscentes. Recomendada em consorciação com todas as gramíneas forrageiras.

ORIGEM

Resultado do cruzamento artificial entre as cultivares Guatá (IZ) e Archer (Australiano), feito pela Matsuda em 1999

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS

Leguminosa de ciclo perene, herbácea, trepadeira volúvel, com ramos de fina pubescência, folhas trifoliadas, com folíolos elípticos de 6,1 cm de comprimento e 3,5 cm de largura e levemente pubescente em ambas as faces.

Inflorescência racemosa com flores de cor amarela pálida.

 

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